A opinião de...
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[2010-03-25] Margarida Bonito
Assento Parlamentar (PSD)
por Margarida Bonito
(Membro da CPD/PSD de Setúbal)
“Um Tema Recorrente”
“…a paz é o fim que o Direito tem sempre em vista; a luta é o meio de que se serve para o conseguir… o Direito é um trabalho incessante, não somente dos poderes públicos, mas ainda de toda uma nação!” Jhering
 
A criminalidade, a insegurança de pessoas e bens e a violação de direitos, liberdades e garantias é transversal ao espaço e ao tempo e é um tema recorrente.
 
Contudo, a percentagem de crimes violentos verificada no Distrito de Setúbal, em crescendo já desde 2006, é significativa e motivo de alerta de consciências.
 
Trata-se de uma manifestação que tem por base causas diversas, origens muito heterogéneas e que traduz a inconstância dos tempos em que vivemos. A violência, assim nos ensina a história das sociedades, tende a atingir os seus máximos sempre que a insatisfação pessoal e profissional aumenta, sempre que se atingem máximos de insegurança e instabilidade, sempre que a exclusão social se propaga e que a crise de valores se instala no seio das famílias.
 
Porém, para complicar, tomamos agora consciência da nova complexidade das actuações criminosas, mais expeditas, mais elaboradas, mais violentas e brutais.
 
As teorias criminológicas mais conhecidas dizem-nos que a percentagem dos crimes depende, directa e proporcionalmente, de medidas efectivas de actuação das autoridades. Na realidade, existem influências psicológicas que não podem ser esquecidas e que têm muito peso, levando a que o criminoso não actue se tiver consciência de que será detectado, repreendido e punido eficazmente. O crime não pode compensar!
 
Por outro lado, o cidadão comum tem de ter liberdade e o à-vontade suficiente para poder denunciar, confiando, acreditando nas forças de segurança e nos meios de que estas dispõem… mas não é isso que constatamos no nosso Distrito.
 
As recentes transformações políticas, económicas e sociais, os números de emigração e o avanço de reflexões teóricas (mais ou menos empenhadas e coerentes) têm, entretanto, feito emergir novas e significativas linhas de clivagem, senão mesmo de conflitualidade, entre os fins a que o Direito Processual Penal se destina e os objectivos que devem ser perseguidos pelo Governo. Terá de estar presente um regime integrado de soluções compromissórias, o qual não poderá funcionar com uma lógica absolutizada.
 
Os crimes são muitos e muito diferentes e o Governo não pode esquecer a coexistência de dois grandes eixos: criminalidade grave e pequena criminalidade, duas realidades claramente distintas quanto à sua explicação criminológica, ao grau de danosidade social e ao alarme colectivo que provocam. Não poderá a reacção de todas as forças de segurança, num e noutro caso, deixar de ser diferente, assim como distintos terão de ser os meios disponíveis e disponibilizados.
 
É urgente a procura de uma maior celeridade e eficiência na administração da justiça penal e a sua rentabilização terá de ser efectivada em nome da eficiência da concretização dos fins do processo penal: realização da justiça, tutela dos bens jurídicos, estabilização das normas e paz jurídica dos cidadãos. E essa eficiência terá de traduzir a capacidade do ordenamento jurídico e do seu potencial de prevenção, directamente relacionado com a prontidão e a segurança das reacções criminais, e surgirá dessa forma como solução contra o recurso a modos espontâneos de autotutela, catalisadores de novos conflitos e violências dificilmente controláveis.
 
O Governo, perante situações concretas e reiteradas de instabilidade, insegurança e receios colectivos, tem de ser capaz de melhor compreender o Homem… tem de reequacionar a sua actuação. E tem de explicar tudo isso aos cidadãos.
 
Não pode, é indiscutível, apoiar-se no que adquiriu a nível de princípios teóricos: tem de mudar, de transformar, de alterar o seu modus operandis.
 
Exigem-se, neste Distrito em particular, medidas de excepção! Elas são urgentes e têm de ser aplicadas sem subterfúgios ou quaisquer critérios que não os da eficácia e eficiência redobradas.
 
 
 
 
O MAI não pode desresponsabilizar-se alegando a assinatura de Protocolos baseados na desconcentração de funções, às quais não correspondem os respectivos meios para as efectivar. A carga horária dos agentes de autoridade continua excessiva, não existe uma linha SOS disponível para os agentes em situação de stress profissional, mantém-se a descaracterização da investigação criminal, os equipamentos e os cursos de actualização não são os adequados à realidade diária no combate à criminalidade…
 
A firmeza, a inflexibilidade e a durabilidade da resistência (que se impõem ao Governo) valem tanto, ou muito mais, do que a brutalidade, a violência e a agressão (daqueles que praticam os crimes).
 
A atitude de um Primeiro-ministro (ou do seu Governo como um todo), perante um ataque dirigido aos direitos, liberdades e garantias de toda uma sociedade, é a mais segura pedra de toque do seu carácter!
 
 
[2009-02-27] Adriana Nunes
Sesimbra tem futuro
 
 
Quem tenha conhecido o concelho de Sesimbra há alguns anos e tenha voltado recentemente há-de perguntar-se: que terá sucedido para que um concelho com tanta riqueza natural, tanta paisagem deslumbrante, tantas condições para um turismo de qualidade esteja praticamente na mesma?
 
É certo que o nosso concelho tinha ainda, há alguns anos, graves carências, mas é também certo que, hoje, parte delas se mantém. E houve meios financeiros vultuosos, nos últimos anos. Que se passou, então?
 
A profissão de fé num turismo de qualidade vai sendo feita pelos responsáveis camarários, aqui e além, seja em campanha eleitoral, seja em entrevistas ou reuniões públicas. Só que a teoria não tem tido correspondência prática. A questão é: que conceito de turismo os nossos governantes concelhios têm? É que se este conceito corresponde a meter o turista no espaço hoteleiro e dar-lhe praia, então estamos a cumpri-lo à risca. Existem é sérias duvidas de que seja esse o turismo que quem nos visita quer. Onde estão os espaços de lazer, onde está mais oferta cultural generalizada a todo o concelho, ou, em época baixa, as iniciativas sazonais que criem procura?
 
Qual é a nossa visão para o concelho? Que tipo de concelho queremos ser, daqui a 15/20/30 anos? Quais são as nossas prioridades? Que meios devemos reunir para acorrer a essas prioridades?
 
É tempo de quem nos governa se deixar de tacticismos que apenas resolvem ( às vezes nem isso) as situações de forma efémera e se começar a pensar o concelho de uma forma integrada e estruturante. Ou Sesimbra será sempre o concelho da oportunidade perdida.
 
Adriana Nunes
Presidente da JSD de Sesimbra   
[2009-02-27] Francisco Luís
Segurança e Sociedade
 
 
A segurança é um conceito fundamental ao ser humano e ao seu desenvolvimento e sobrevivência, enquanto indivíduo e enquanto espécie. Este sentimento funciona como uma ponte na construção das nossas relações com os outros e com o mundo que nos rodeia, favorecendo a consciência de nós mesmos, fortalecendo as nossas fronteiras e a nossa capacidade de “troca” recíproca com os outros.
 
Este conceito, ainda que ancestral, sofre uma evolução natural do mesmo modo que as sociedades evoluem, as relações entre as pessoas e tudo o que está em causa na construção destas relações. Ao longo dos anos, a nossa existência depende de factores diversificados, que nos obrigam a reflectir este conceito numa perspectiva dinâmica e evolutiva.
 
A violência na sociedade actual manifesta-se nas mais diversas formas as quais mais ou menos directamente comprometem a nossa percepção de segurança e condicionam a noção de liberdade. Basta pensarmos na evolução dos fenómenos violentos que põem em causa a integridade física ou moral das pessoas e a violência contra os bens e património e como tal evolução agrava o sentimento de insegurança no quotidiano dos cidadãos.
 
Chegados aqui, é pois altura de abrir um amplo debate sobre o estado de segurança no nosso concelho. Sesimbra não é certamente um concelho violento e inseguro apesar dos indícios crescentes que a situação tende a alterar-se. As desigualdades sociais, o desemprego e a integração de outras culturas são fenómenos que começam a ter alguma expressão, fragilizando o tecido social e tornando-o mais vulnerável à violência.
 
A consciência de que temos um concelho em evolução, cujos níveis de segurança dos cidadãos podem tender a alterar-se, cria a urgência de um debate sério que impeça a acomodação dos vários intervenientes com responsabilidades nesta área, de modo a que se possa pensar nesta problemática numa perspectiva preventiva, antecipando-nos ao seu agravamento e às situações de crise que se vão observando noutros locais.
 
Soluções como maior e mais eficaz policiamento das nossas localidades, sistemas de vídeo vigilância que permitam visualizar e monitorizar os espaços de maior risco, educação e informação para o desenvolvimento de comportamentos defensivos que minimizem o risco, são exemplos de algumas medidas que poderão dar um contributo importante na promoção da segurança das populações.
 
A tomada de consciência de que a segurança é um assunto que diz respeito a todos e que a todos cabe resolver, torna-nos co-responsáveis na implementação das soluções mais adequadas, numa sociedade onde mais segurança é sinónimo de mais liberdade.
 
Francisco Luís
Presidente do PSD Sesimbra
[2009-01-26] Pedro Correia Azevedo
A Grande Mentira de Sócrates
 
Vivemos um período de recessão, atraso de crescimento, dificuldades económicas… o que seja… ao povo português interessa o simples conceito de dificuldade em subsistir!
 
Para falar verdade, vivemos há tempo demais neste quadro negativo de relação social e estamos cansados de um discurso optimista de espera constante em que o pote de ouro no fim do arco-íris nunca mais é alcançado! Este tema domina as conversas de café, as tertúlias familiares à hora de jantar, as trocas de impressões entre colegas de trabalho… e toca todos os sectores da sociedade – dos mais abastados àqueles com maiores dificuldades. Urge a necessidade de resolução como se de uma inspiração profunda necessitássemos para nos sentirmos confortados depois do esforço realizado.
 
Na Saúde o panorama não é distinto. A falta de meios, que é tradução da falta de dinheiro e de vontade política, levou a um estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que já não consegue responder de forma satisfatória às necessidades da população.
 
Caso paradigmático de discussão acesa e opiniões fervorosas é a suposta falta de médicos em Portugal! Convictamente vos digo que Portugal tem 3,4 médicos por mil habitantes, enquanto a média da União Europeia é 3,2 médicos por mil habitantes – o nosso problema não está na falta de profissionais médicos no sector, mas na sua distribuição por especialidade e por área geográfica. Isto para não falar na redução dos incentivos para a realização da actividade e de algumas medidas castradoras dessa actividade enquanto Ciência que motivam muitos médicos a abandonar o SNS e a dedicarem-se à actividade privada.
 
Neste contexto volto a tocar naquilo que realmente interessa à população: os Cuidados Primários (vulgo, centros de saúde) – sendo a primeira face de abordagem da pessoa doente e da pessoa que busca aconselhamento médico!
 
Nesta área de acção, o nosso Primeiro-Ministro anunciou no último debate quinzenal, na Assembleia da República, a contratação de mais 250 novos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF, vulgo médicos de família), para colmatar algumas falhas nos Cuidados Primários! Mentira!
 
Interessa perceber como funciona a formação pós-graduada de um médico que siga a carreira de MGF para entender a falta de verdade: findo o curso de Medicina, um médico passa por um ano de formação generalistas (Internato do Ano Comum, semelhante ao antigo Internato Geral) e depois por 5 anos de formação específica (Internato da Especialidade, semelhante ao antigo Internato Complementar), integrando à posterior o SNS já como especialista. Quer isto dizer que os 250 novos médicos de MGF, que José Sócrates diz ter contratado, são 250 médicos licenciados em Medicina em 2002, tendo realizado a formação generalista em 2003 e a formação específica entre 2004 e 2008 – no fim deste processo não lhes restava grande opção a não ser serem contratados para trabalharem numa unidade de Cuidados Primários.
 
Em todo o caso, o anúncio foi feto como se de uma grande medida se tratasse – se em teoria estes 250 profissionais fossem todos colocados na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa de Vale do Tejo (ARS-LVT), não resolveriam nem metade dos problemas aí existentes.
 
A juntar a isto, o actual método de reestruturação dos Cuidados Primários começa a levar à ruptura de muitas unidades. Em traços gerais, apesar de em teoria a criação das Unidades de Saúde Familiares (USF’s) parecer em tudo positiva, acontece que os utentes não abrangidos pelas USF’s continuam a acumular-se nas antigas e tradicionais extensões dos Centros de Saúde que ainda não aderiram a essa reforma – o que assusta, é que mesmo que aderissem, muitos seriam os utentes que ficariam sem médico de família e sem apoio por parte das unidades, agravando a situação em que vivemos. No mesmo agrupamento de Centro de Saúde assistimos a realidades tão distintas como a Lapa e o Biafra! Urgem novas medidas mais coerentes com a realidade! Estas reformas não se coadunam com longos tempos de espera!
 
Para vos deixar um exemplo prático: no Agrupamento de Centros de Saúde de Almada / Costa de Caparica / Cova da Piedade existem 17 unidades, das quais 5 são USF’s e 12 funcionam ainda à moda antiga, algumas num molde antigo muito mau!
 
Lanço com isto a verdade para a discussão! É preciso mobilizar a Sociedade Civil para esta problemática.
 
Assim tenhamos todos opinião!
* Médico
Coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde da Distrital de Setúbal do PSD
[2008-12-12] Mário Neto
Porto de Sines - Melhorar a sua Capacidade de Afirmação como Ligação entre a Europa e o Atlântico
O porto de Sines com características únicas entre os portos nacionais, reúne condições que lhe permitem a sua afirmação no panorama da interface comercial da Europa com o mundo, pese embora a sua situção no extremo ocidental da Europa.
 
No entanto, a sua afirmação só se poderá concretizar, se congregar a exigência de visão estratégica por parte do Governo e uma gestão profissional ambiciosa, continuamente empenhada na melhoria da eficácia e da eficiência dos serviços prestados, por parte da respectiva Administração. Não bastaanunciar investimentos, é necessário criar condições para que esses investimentos frutifiquem. Terá pois que haver um esforço de melhoria numa obra continuamente inacabada, a qual exige a maximização do seu potencial em diversas vertentes: - Terminais, equipamentos, profundidade das águas, ocupação das áreas disponíveis com actividades complementares à actividade portuária, existência de uma rede ferroviária interna ágil, que permita reduzir o tempo de permanência das mercadorias no porto e consequentemente o seu custo.
Mas não basta para que o porto de Sines se afirme, que os serviços prestados sejam eficazes e eficientes:
- É fundamental (estamos a falar de transportes) que as componentes manuseamento, tempo de permanência em porto, custo e demora no tempo de chegada ao destino, contribuam decisivamente para a concretização deste objectivo.
Nesse sentido, protelar a construção de vias de ligação rápida à Europa, é permitir que o espaço de afirmação que por direito próprio pertence ao porto de Sines, seja ocupado por outros mais atentos e céleres na tomada de decisão e na sua implementação.
 
Assim urge:
 No âmbito ferroviário:
- A construção de um novo corredor de mercadorias, ligando directamente as estações da Raquete* (proximidade de Sines) a Grândola e Casa Branca. 
- A modernização do troço Évora - Elvas.
- A duplicação do troço estação da Raquete - Sines.
- A construção de uma rede ferroviária interna ao porto de Sines, devidamente dimensionada.
 
No âmbito rodoviário:
- A construção de uma via rápida ligando Sines/A2/Espanha.
De salientar também, a importância do porto de Sines como porta de comunicação do Atlântico com Portugal e consequentemente, os benefícios decorrentes da melhoria das ligações aos principais eixos rodo - ferroviários.
Recorda-se como exemplo, que se realiza diariamente um comboio, em cada sentido, entre uma Plataforma Logística de construção recente (Terminal Multimodal do Vale do Tejo - TVT), situada nas proximidades do Entroncamento e o porto de Sines, numa evidente demonstração de que a sua influência se estende para norte do porto de Lisboa.
Como é evidente a futura Plataforma Logística do Poceirão, vai ter também um papel preponderante na dinâmica portuária, exigindo da ferrovia uma resposta eficaz, que impulsionará o transporte ferroviário no âmbito das mercadorias.
 
Finalmente, e como consequência, refira-se que a modernização das ligações à Europa e aos principais eixos nacionais de transportes, fará aumentar futuramente, a atracção (e consequente instalação) de empresas nas Zonas Industriais de Sines, com consequente incremento da actividade do porto e da riqueza local (postos de trabalho e actividade económica). Mas para que tudo isto aconteça, é necessário que o poder instituído esteja atento e assuma as responsabilidades inerentes ao desenvolvimento do porto de Sines, tendo em atenção que a capacidade de afirmação como ligação entre a Europa e o Atlântico, só se concretiza com uma boa rede de transportes terrestres, devidamente dimensionada e estruturada.
 
* Raquete é uma projecção em planta, de uma estrutura linear ferroviária com a forma de uma raquete de desporto.
[2008-09-29] Sofia Galvão

O País só muda se o PSD for Governo

Estamos a iniciar um ano absolutamente singular do ponto de vista político. Vamos ter quatro eleições da maior importância para disputar: a primeira, difícil, ainda este ano, nos Açores; as outras três, no próximo ano, absolutamente decisivas para o nosso futuro colectivo e para a qualidade da nossa vida política.

A nossa acção política será determinante, porque a vida dos Portugueses só mudará se o PSD conseguir crescer, afirmar-se e vencer eleições!

Vivemos um tempo de crise económica. Mas o pior virá em 2009. O Governo há apenas um mês deitava foguetes com os resultados económicos do 2.º trimestre!

O Governo do Partido Socialista é perigoso. Mente, manipula, esconde, inventa. Diz o que convém, como convém, quando convém. O resto cala e faz calar!

O PS não percebe a incerteza profunda que os Portugueses sentem. É um Governo autista, fechado sobre si próprio e sobre o País virtual que inventou para deleite do Primeiro-ministro, que gosta de se sentir governante do país das maravilhas.

O problema do Primeiro-ministro e do Partido Socialista vai ser a surpresa com que serão colhidos pela realidade!

O ano de 2008 foi difícil, mas tudo indica que 2009 vai ser um ano ainda mais difícil. E nós temos que estar preparados: preparados para aguentar o embate, sobretudo preparados para lhe dar resposta.

Temos que ter ideias, temos que ter propostas, temos que ter uma visão para o país e para as nossas vidas. Temos que conseguir – com seriedade, com trabalho, com consistência (com credibilidade e não para os fogachos mediáticos que são a especialidade do Partido Socialista) – propor aos Portugueses um caminho de futuro, pelo qual valha a pena trabalhar, lutar e construir.

Para isso, temos que fazer o nosso ‘trabalho de casa’: temos que convocar os melhores para pensarem connosco, para formularem connosco esse caminho – olhando para os Portugueses, para as suas vidas concretas, para as suas dificuldades, percebendo as suas expectativas e os seus sonhos.

Estamos a fazê-lo! Temos gente preparada, séria, empenhada, generosa, comprometida com o futuro a trabalhar, a pensar… Já são muitos. Vão ser mais!

Mas isto não chega. Não chega preparar, não chega elaborar as melhores propostas, não chega escrever os melhores textos ou fazer os melhores discursos.

No mundo em que vivemos, no tempo em que vivemos, é decisivo que isso passe. Que o País oiça, que os Portugueses possam perceber.

Neste país que hoje temos, o país governado pelo Partido Socialista e pelo Eng. Sócrates, esse é o primeiro e maior desafio da acção política: fazer com que a mensagem passe, conseguir que a mensagem passe!

E é aí que vamos ter que nos transcender! Vamos ter que ser muito melhores do que nos imaginamos capazes, muito mais arrojados do que nos imaginamos capazes, muito mais criativos, muito mais inovadores, muito mais modernos, muito mais ágeis, muito mais ambiciosos do que nos julgamos capazes!

O Partido Socialista – através do Governo, do
Primeiro-ministro, do Ministro da Segurança Social – mantém a sociedade sob um controlo férreo da comunicação no espaço público.

Um controlo como nunca se viu, um controlo de que não há memória… Um controlo impensável desde 25 de Abril de 1974!

O País olha para si através de uma comunicação social controlada e manipulada pelo poder!

Para o Governo é fundamental que o País só veja a sua versão das coisas: por isso, mistifica a realidade e repete, e repete e repete, e repete essa visão de modo a que os Portugueses passem a tomá-la por verdade (velha máxima muitas vezes repetida… / experiência psiquiátrica: pessoa mentalmente saudável metida numa sala fechada a ver projectadas sempre e sempre as mesmas imagens… em pouco tempo, toma o que vê pela realidade que fora daquela sala já não tem como reconstituir!); garante assim que na claustrofobia da sua propaganda, não há tempo, nem espaço, para outros…

Mas não podemos desanimar! Não podemos baixar os braços. Neste quadro, temos que ser mais inteligentes, mais eficientes, mais certeiros, mais inventivos.

Se os canais formais estão vedados, precisamos de explorar os outros e de os utilizar de forma sistemática, permanente e exaustiva. Não temos as TV e os jornais nacionais, mas podemos ter outros órgãos de comunicação social. Mas mesmo que não tenhamos órgãos de comunicação social, temos a Internet, temos os e-mails.

Temos que redescobrir as imensas potencialidades do nosso espaço de convívio (familiar, profissional, social) e do velhinho boca-a-boca. Temos de sair do conforto das nossas casas e das nossas vidas pessoais para ir ao encontro de um projecto que nos irmana e convoca: a construção de um futuro diferente para Portugal!

Há muita gente atenta descontente com o Governo do PS… Muita! Há muita gente que recusa a política vazia e encenada do PS! Há muita gente que não gosta de um Primeiro-ministro cuja preocupação fundamental é a imagem e o efeito fácil.

Há quem permaneça iludido, mas aí, teremos dois factores a nosso favor: a dureza da crise que aí vem e os caminhos novos e o novo entusiasmo que o PSD vai ser capaz de propor e protagonizar.

Todos nós conhecemos quem reconheça virtudes ao actual Governo, gente que não gostando de tudo admite que fizeram alguma coisa, que têm boa vontade, que estão a fazer um esforço ou mesmo que têm coragem… tudo isto, já ouvimos!

Muito do que se diz não resiste a uma análise mais profunda, de desconstrução… e é ainda o efeito da propaganda do Governo!
O problema é que as iniciativas do Governo não revelam visão, não revelam coerência, não transmitem uma acção séria e consequente em prol da construção de um país capaz de se assumir vencedor no quadro do novo mundo global em que nos integramos.~

Na economia, não há estratégia, não há consolidação do tecido produtivo, não há aposta na produção de bens transaccionáveis, não há consistência na inovação.

Na educação, aposta-se no facilitismo, no laxismo, na degradação do ensino e dos conteúdos, na burocratização das escolas, na manipulação dos resultados para os rankings, na absoluta insensibilidade à necessidade de formar pessoas!

Na justiça, na segurança, é o que é: falta de autoridade, desprestígio, encenações mediáticas a par com uma sensação de risco que aumenta.

Na cultura, na língua portuguesa, na identidade de Portugal no Mundo, um deserto absoluto, a ausência de pensamento e de caminhos.

No seu melhor, o Governo do PS gere a circunstância, sem rasgo, sem chama, sem alma, sem ambição.

No PSD, queremos mais, queremos melhor. E queremos diferente!

Em 2009, podemos ganhar as eleições! Podemos ter um bom resultado nas europeias e devemos lutar por ele! Podemos ter um bom resultado nas autárquicas e já assumimos que vamos ser ambiciosos nessa matéria!

E, sobretudo, temos que ganhar – e ganhar bem – as legislativas! Para isso, temos de ter um partido forte, unido, mobilizado.

Podemos ganhar… temos que querer ganhar! A vontade, em Política, é determinante. Mas ganhar é ganhar mesmo. Porque o País só muda se o PSD ganhar e for Governo.

Se nos bastarmos com objectivos tácticos menores (retirar a maioria absoluta ao Partido
Socialista), o País verá nisso um exercício de puro cálculo intestino, determinado por calendários que não privilegiam o interesse dos Portugueses e não confiarão em nós para a mudança que urge!

Nós podemos mudar o País, podemos preparar Portugal para competir e vencer no quadro de uma Europa que tem que se afirmar globalmente. Podemos crescer, podemos desenvolver-nos, podemos ter um país com melhores condições para viver e trabalhar.

Se olharmos para as nossas necessidades concretas, se fizermos as opções certas, se apostarmos numa política projectada para o futuro, capaz de mobilizar todos os que tem capacidade de empreender e realizar.

É imperativo dar prioridade à competitividade: trabalho, mérito, dinamismo dos Portugueses. Prioridade às pessoas e à sociedade.

Não é este o caminho do Partido Socialista, que sempre divergiu de nós no modo como vê a liberdade, a igualdade e o papel do Estado.
Como afirmei anteriormente, mudar Portugal passa pela eleição de um Governo do PSD em 2009!

Para esse combate, todos não seremos demais. Temos que estar na rua para, por todos os meios ao nosso alcance, garantir a mobilização dos Portugueses. Na Internet, por e-mail, boca-a-boca, em casa, no emprego, com os amigos, no clube, na associação, onde for, por todo, todo o lado! Temos que acreditar, temos que convencer, temos que mobilizar, que desinstalar.

Temos um ano para mostrar aos Portugueses que há outro caminho.

Como disse a nossa Presidente recentemente, em Castelo de Vide: temos uma ambição diferente para Portugal. Uma ambição virada para uma ideia de progresso, que nos move e nos motiva. E é esse o ponto, caros companheiros, temos de construir um país à medida da nossa ambição.

Conto convosco! Contamos convosco!

Sofia Galvão
Vice-Presidente do PSD

 
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